Os resultados da segunda semifinal do Eurovision 2012 foram um tanto mais surpreendentes quanto os da primeira, mas sem nenhum nome que realmente chocasse a maioria dos eurofãs. Malta e Lituânia não eram unanimidades, mas os dois países apareceram em um dos cinco top-10 que publicamos antes da semifinal. Confira a análise dos dezoito países e artistas que passaram pelo palco eurovisivo em Baku, no Azerbaijão!
1.
Sérvia: Zeljko Joksimovic - "Nije ljubav stvar" [vídeo] A segunda semifinal do Eurovision 2012 começou infinitamente melhor do que a primeira. Zeljko veio para ganhar e foi excelente em praticamente tudo. Belíssimo show, excelente vocal, muitos votos dos vizinhos balcânicos e bastante apoio do júri. Diferentemente de "Lane Moje", prevaleceram as cores escuras e/ou tristes (preto e azul), o que enriqueceram o grande show do cantor.
2.
Macedônia: Kaliopi - "Crno i belo" [
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A melhor performance do Eurovision 2012! Kaliopi veio com uma garra e uma serenidade dignas de uma grande diva da música e conseguiu, depois de 4 anos, levar a Macedônia de volta para uma final. Ela não se intimou em cantar logo depois do favorito Zeljko e foi melhor que ele, deixando o público muito satisfeito com o show. É uma excelente prova de que é possível fazer algo grandioso só com um microfone no pedestal e uma banda de fundo.
3.
Holanda - Joan Franka - "You and me" [
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"Indiana Joan" caiu muito de rendimento dos ensaios para a final, tendo vários problemas no vocal - partes fora do tom, notas que não saiam, voz soprada... A Holanda disperdiçou uma boa música, muito bem aceita pelos fãs, com uma performance confusa e um figurino questionável. É uma pena ver o país fora da final, mas não havia jeito de empurrá-la para lá com o que foi apresentado no palco. Outra desvantagem: cantar logo depois do show de Kaliopi.
4.
Malta - Kurt Calleja - "This is the night" [
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Bravíssima e merecida classificação de Kurt, que conseguiu pegar uma música sem chances e realizar um show interessante e muito animado. Ele foi dedicado e melhorou muito da final nacional para cá, tendo seu esforço reconhecido. A ideia dos flashmobs antes do festival ajudaram a fixar a coreografia no público, assim como o benefício de se apresentar longe das outras canções pop da edição (sem contar Litesound, que apenas tinha um remix de um rock).
5.
Belarus - Litesound - "We are the heroes" [
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Litesound pagou caro por ter 'dispensado' seus fãs e por ter sido rudes com eles - possivelmente, nem os próprios fãs da banda votaram neles pois, visualmente, era um show de rock e, musicalmente, era uma versão remix em alguma balada eurovisiva. O vocalista esteve aceitavelmente bem, tirando uma parte no final, na qual ele tentou inventar e acabou errando um agudo. Enfim, era previsivel que eles cairiam na semi este ano.
6.
Portugal - Filipa Sousa - "Vida minha" [
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Mais uma vez, os portugueses ficaram indignados que Filipa não se classificou para a final, mas tal indignação é um tanto desproporcional para o tamanho do fato. É certo que Filipa foi bem e cantou corretamente sua canção, mas a performance não foi memorável e ela não abria os olhos em quase nenhum dos takes em que seu rosto era mostrado. O trabalho de câmera também não a ajudou em nada. Foi bom e os portugueses devem ficar orgulhosos dela, mas não era para chegar à final.
7.
Ucrânia - Gaitana - "Be my guest" [
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A Ucrânia veio a palco para trazer alegria e cor ao público e isso eles fizeram muito bem. Os fãs de pop gostaram de "Be my guest", mas convenhamos que é uma música muito fraca para os padrões eurovisivos. Ainda assim, o país sempre ganha votos de seus vizinhos e parceiros de bloco, o que os ajudou a alcançar a final. A simpatia e a voz de Gaitana também foram decisivos.
8.
Bulgária - Sofi Marinova - "Love Unlimited" [
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Apresentar-se sozinho no palco do Eurovision não é para qualquer um; apresentar uma canção dance sozinha é quase um sacrilégio; errar a maior parte das notas agudas e dançar como se estivesse em uma balada é garantia de bottom! Nada deu certo na performance de Sofi e, mesmo que ela tenha demonstrado que ficou cheteada com o resultado, o que foi mostrado não chegou nem perto de beliscar o décimo lugar.
9.
Eslovênia - Eva Boto - "Verjamem" [
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Provavelmente, a grande injustiçada da noite. É certo que Eva não foi tão bem quanto nos ensaios (talvez pelo cansaço e pelo nervosismo) e que suas backing vocals também deixara a desejar, mas a Eslovênia merecia lugar na final e a classificação era dada como certa em quase todas as sondagens pré-semifinal. A performance foi linda, marcante e muito bem planejada; mas não foi o suficiente.
10.
Croácia - Nina Badric - "Nebo" [
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Nina foi uma grande guerreira, fazendo uma performance bonita e emocionante logo após uma cirurgina nas cordas vocais. Infelizmente, só havia dez vagas e não cotavam a Croácia para nenhuma delas - o qué é mais do que compreensível. A ideia do show não era o que se esperava e, se ela tivesse mantido a simplicidade do Dora, a história teria sido outra. Ainda assim, parabéns a ela, por ter mostrado que é possível manter o alto nível depois de enfrentar problemas vocais sérios.
11.
Suécia - Loreen - "Euphoria" [
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Mesmo com um show abaixo do que foi apresentado no Melodifestivalen, era óbvio que Loreen já tinha sua vaga garantida na final e sábado, ainda mais com essa legião de fãs fervorosos que ela arranjou durante esses meses. O palco da Crystal Hall é muito grande para uma coreografia tão intimista e o vocal, como era de se esperar, ficou a desejar. Se quiser ganhar, terá que fazer mais do que isso.
12.
Geórgia - Anri Jokhadze - "I'm a jocker" [
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Não há muito o que comentar aqui. Performance caricata, fraca, chata, gritada, descordenada. A pior coisa que a Geórgia já teve coragem de mandar para o Eurovision, desde sua estreia em 2007. Era dispensável!
13.
Turquia - Can Bonomo - "Love me back" [
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A performance mais criativa da noite deixou os fãs turcos roendo as unhas na hora da votação, quando Can foi o último a ser chamado nos envelopes digitais. "Love me back" era um risco que a TRT quis correr e fez muito bem em tê-lo feito dessa forma. A ideia do barco, novamente, foi genial e o cantor tem tanto carisma e desenvolvura no palco que deixou sua apresentação extremamente "vendável".
14.
Estônia - Ott Lepland - "Kuula" [
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Era outro favorito para passar para a final, mas Ott pegou pesado na quantidade de agudos e acabou poluindo sua performance. Ele não é a Rona Nishliu, que teve uma música composta com base nas notas longas e altas. Para se dar bem na final, ele deve ouvir as críticas dos fãs pela internet e apenas utilizar a nota aguda longa antes do último refrão, quando do clímax do tema.
15.
Eslováquia - Max Jason Mai - "Don't close your eyes" [
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Era o único rock da semifinal e deve ter deixado muitos fãs do estilo felizes. Max teve vários problemas para sustentar as notas mais agudas, mas, em comparação com os ensaios, ele estava mais solto e interagiu muito bem com o público, utilizando não só o palco como as duas passarelas. Como uma performance de rock, faltou um tanto de energia; como uma performance de um festival como o Eurovision, era alternativo demais.
16.
Noruega - Tooji - "Stay" [
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Tooji não acertou os agudos dessa vez, mas o show foi tão bonito de se ver que isso pouco importou ao votantes. Essa foi uma excelente forma de se apresentar um pop, tanto na coreografia quanto na presença de palco; uma classificação merecida. Mesmo sem mudanças do Melodi Grand Prix - nem na performance, nem na iluminação -, a coisa funcionou bem no palco de Baku.
17.
Bósnia-Herzegovina - Maya Sar - "Korake ti znam"[
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Não era a melhor balada dos Balcãs nem a apresentação mais marcante, mas deve ter conquistado o júri por sua voz doce, sua técnica vocal e seu jeito meigo de interpretar a canção. Maya é um nome conhecido na ex-Iugoslávia, o que deve tê-la ajudado a 'pegar' a vaga que era de Eva Boto. Além disso, não foi uma classificação surpreendente, já que ela estava na quinta posição das casas de apostas.
18.
Lituânia - Donny Montell - "Love is blind" [
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Um dos mais seguros da noite, com certeza! Donny pegou uma música fraca e praticamente sem chance alguma de classificação e a fez brilhar tanto quanto os cristais em sua venda. As chaves de seu sucesso: vocal sem falhas, excelente contato visual com as câmeras e com o público (quando não estava com a venda, claro), muita desenvoltura, carisma e presença de palco. Na final, ficará na parte baixa da tabela, mas foi uma classificação merecida.
E você leitor, concorda com os dez classificados? Quem deveria estar lá e quem deveria ficar? Deixe também sua opinião!

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